Unidades de saúde otimizam atendimento com tecnologias

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Unidades de saúde otimizam atendimento com tecnologias

Com as unidades de saúde lotadas, falta de tecnologia, de gestão, foram problemas recorrentes durante a pandemia de Covid-19.

A  doença alterou a lógica de todos os setores da sociedade e, indiscutivelmente, a área da saúde foi uma das mais afetadas.

Após cerca de três anos, algumas mudanças já podem ser observadas na área, como atendimento remoto, inteligência artificial mais presente, maior assistência em saúde mental e medicina robótica.

O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, responsável por gerenciar o Centro Especializado em Reabilitação (CER) IV M’Boi Mirim em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo, vem investindo em serviços de terapia robótica para pacientes da unidade, com o apoio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED).

“Desde 2020, contamos com o Robô ARM, um equipamento que ajuda pessoas com deficiências permanentes ou transitórias, visando maximizar a função residual em casos de pós-operatório de membros superiores ou sequelas neurológicas”, explica Suzi Mary Simões, gerente do CER.

Desse modo, segundo ela, até o momento, mais de 150 pacientes foram beneficiados com o serviço.

“No processo de reabilitação, o uso do robô ajuda na recuperação dos membros superiores, promovendo o fortalecimento muscular, a estimulação sensorial, a melhora a velocidade de movimento e da coordenação motora e o aumento da amplitude de movimento, entre outros benefícios”.

Tecnologia para pacientes

No início de 2023, o centro também recebeu o Nirvana, outra tecnologia que visa ajudar seus usuários nas unidades de saúde.

“Trata-se de um dispositivo baseado em realidade virtual, desenvolvido especificamente para ajudar na reabilitação motora e cognitiva de pacientes com desordens neuromotoras, através de estimulação neurossensorial”, destaca a gerente.

O equipamento possibilita projetar diferentes cenários em paredes ou no chão, e conta com um dispositivo de análise de movimentos, permitindo que o paciente interaja com a imagem durante a terapia.

O Nirvana ainda se adapta a vários níveis de dificuldade e pode ser utilizado por pessoas de diferentes idades e condições, sendo uma forma complementar de terapia na unidade.

Telemedicina nas Unidades de Saúde

A telemedicina também tem sido uma alternativa encontrada para potencializar o atendimento na saúde.

Desse modo, o CEJAM tem investido fortemente nas unidades em que gerencia, a fim de oferecer suporte nesse sentido.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, 7 em cada 10 brasileiros dependiam exclusivamente do atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com a pandemia e com os reajustes dos planos particulares, acredita-se que esse número possa ter aumentado.

Por isso, a organização entende a necessidade de buscar alternativas que possam fortalecer a jornada de seus pacientes.

Recentemente, a OSS, em parceria com a SMS, iniciou um projeto piloto de atendimento de telemedicina na UBS Jardim São Bento, hoje ampliado para mais 33 unidades em São Paulo (30 Unidades Básicas de Saúde e 3 unidades da Rede de Urgência e Emergência).

Expansão da metodologia

Além disso, a instituição tem expandido a metodologia para outros municípios onde atua, como é o caso da Santa Casa de São Roque, atualmente sob sua gestão em conjunto com a prefeitura local.

“A telemedicina possibilita o acesso dos usuários a mais especialidades médicas, reduzindo o tempo de espera para o atendimento e oferecendo a possibilidade de consultas agendadas ou por demanda espontânea”, afirma Jonatas Nunes, médico supervisor da Atenção Primária do CEJAM.

Para viabilizar os atendimentos, as unidades públicas que contam com esse tipo de serviço estruturaram uma sala com computador, caixas de som, câmera de alta resolução e impressora, possibilitando ao usuário uma conexão interativa e síncrona com o médico que está atendendo virtualmente.

Até o momento, mais de 5 mil consultas já foram realizadas nessa modalidade.

Dessa forma, o formato de telemedicina proposto pelo CEJAM vem possibilitando dois tipos de atendimentos ao público:

O de teleacesso avançado, que ajuda a abrir mais oportunidades de consultas médicas para usuários que normalmente já procuram a unidade por diferentes motivos.

Por fim, o teleatendimento especializado, que geralmente é realizado apenas em centros específicos, de maneira presencial.

Outros tipos de serviços

Atualmente, as especialidades beneficiadas são clínica médica, medicina de família e comunidade, teledermatologia e telepsiquiatria, durante o mês de Julho, o serviço incluirá telecardiologia.

“Com a teledermatologia, esperamos reduzir cada vez mais a fila de espera para esse tipo de serviço. O teleatendimento especializado vem para dar mais agilidade e otimizar distância e tempo para o paciente, possibilitando que a pessoa seja atendida na própria UBS que costuma frequentar e que, geralmente, é próxima de sua casa”, ressalta o médico.

Em suma, apesar do atendimento virtual estar ganhando cada vez mais popularidade, a saúde pública ainda enfrenta dificuldades para difundir esse tipo de suporte.

“Na rede privada, essa modalidade está bem difundida. Contudo, no SUS, estamos sendo pioneiros no fornecimento desse tipo de acesso. A telemedicina complementa as possibilidades de cuidados, promoção e prevenção de agravos à saúde na população, democratizando e facilitando mais o acesso aos serviços médicos”, finaliza Nunes.